sábado, 3 de dezembro de 2011

Sapos conseguem prever tremores de terra com dias de antecedência

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Foto: Pedro Cunha
Os sapos, como este do fluviário de Mora, são muito sensíveis às alterações químicas na água
A debandada geral de uma colónia de sapos num lago em L'Aquila, Itália, dias antes de um sismo em 2009 surpreendeu uma equipa de investigadores. Depois de anos de estudo concluíram que estes anfíbios conseguem prever os tremores de terra com vários dias de antecedência.
A bióloga da Universidade Aberta do Reino Unido, Rachel Grant, monitorizava uma colónia de sapos-comuns (Bufo bufo) num lago em L’Aquila, Itália, quando tudo aconteceu. “Foi dramático. Em apenas três dias, a colónia passou de 96 sapos para zero”, disse a investigadora à BBC, que publicou os seus dados na revista Journal of Zoology.

O estudo revela que os sapos “mostraram um comportamento muito pouco habitual antes do sismo de magnitude 6.3 na escala de Richter em L’Aquila, em Itália, a 6 de Abril de 2009”. “Dias antes do sismo, os sapos desapareceram subitamente dos seus locais de reprodução num pequeno lago a 75 quilómetros do epicentro e só regressaram depois de uma série de réplicas”, acrescenta o estudo.

Pouco tempo depois, Rachel Grant foi contactada pela NASA (agência espacial norte-americana), que estudava as alterações químicas que ocorrem quando as rochas estão sob stress extremo.

Com base em testes em laboratório, a equipa de sete investigadores coordenada pelo geofísico Friedemann Freund, da NASA, concluiu que os animais detectam as alterações químicas na água subterrânea, causadas pela libertação de partículas através das rochas na crosta terrestre que estão em tensão, devido às forças tectónicas antes de um sismo. Esta cadeia química pode afectar o material orgânico dissolvido nas águas de um lago, transformando materiais inofensivos em substâncias que são tóxicas para os animais aquáticos.

Segundo a equipa de investigação, que publicou as suas conclusões na revista Journal of Environmental Research and Public Health, os animais que vivem nessas águas ou perto delas são extremamente sensíveis às mudanças na sua composição química.

Os investigadores acreditam que biólogos e geólogos podem trabalhar em conjunto para preparar melhor a chegada de um sismo. Freund diz que o comportamento destes animais pode ser apenas um de uma cadeia de eventos que podem prever um sismo. “Quando compreendermos de que forma estes sinais estão ligados e se virmos quatro ou cinco a apontar na mesma direcção, então podemos dizer que algo está para acontecer.”

sábado, 26 de novembro de 2011

Estudo indica que imagens violentas podem dessensibilizar jovens



À medida que voluntários eram expostos aos vídeos violentos, atividade em região do cérebro ligada às reações emocionais diminuía.
Garotos adolescentes repetidamente expostos a programas de televisão, filmes e video-games violentos têm mais chances de se tornar insensíveis à violência, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira.


Não é a primeira vez que pesquisadores investigam a hipótese de que imagens violentas podem brutalizar os jovens.

A maior preocupação dos cientistas é com a parte do cérebro que controla as emoções e reações a eventos externos - em outras palavras, o "freio" que obedece a nosso senso de certo e errado -, que ainda está em fase de desenvolvimento durante a adolescência.

As últimas pesquisas neste campo, no entanto, vêm sendo questionadas por falta de indícios sobre o que de fato acontece com as funções cerebrais, principalmente na área conhecida como córtex lateral orbitofrontal (OFC, na sigla em inglês), quando um adolescente é exposto a cenas de violência.

Junto com sua equipe, Jordan Grafman, do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrames dos Estados Unidos, estudou o comportamento de 22 garotos com idades entre 14 e 17 anos, com o objetivo de obter dados clínicos.

Cada um dos jovens assistiu a uma série de clipes curtos, de quatro segundos, mostrando cenas de violência, extraídos de 60 vídeos diferentes.

As imagens foram escolhidas previamente por um outro grupo de adolescentes, que as classificaram como muito, médio ou pouco violentas. Elas foram exibidas em ordem aleatória aos voluntários do estudo, em blocos de 20 clipes.

Os jovens assistiram às cenas deitados em um aparelho de ressonância magnética, usado para monitorar sua atividade cerebral. Além disso, seus dedos estavam ligados a sensores, capazes de medir a condutividade elétrica da pele, que varia de acordo com o suor; este dado é considerado útil como guia à resposta emocional a estímulos.

Os pesquisadores averiguaram que, quanto mais tempo os garotos olhavam para as imagens mais violentas, menos reagiam em termos de atividade do OFC e da condutividade da pele.

O mesmo não ocorreu quando os voluntários eram expostos às imagens consideradas de menor grau de violência.

"Descobrimos que, à medida em que eram expostos aos vídeos mais violentos, a atividade em regiões do cérebro dos meninos ligados às reações emocionais diminuía, e isso se refletiu nos dados coletados pela ressonância magnética e pelo medidor de condutividade da pele", explicou Grafman.

A dessensibilização foi mais evidente entre adolescentes que relataram ser constantemente expostos a imagens violentas em sua rotina, de acordo com as respostas a um questionário que fazia parte da etapa inicial do estudo.

Para Grafman, as imagens violentas estimulam estruturas do cérebro tipicamente ativadas quando as pessoas estão sendo agressivas. Sem o "guardião mental" que exerce a contenção emocional, esta exposição torna mais provável que um jovem cresça considerando a violência um comportamento aceitável.

"As implicações são inúmeras (...), e incluem a ideia de que a exposição contínua a vídeos violentos é capaz de tornar um adolescente menos sensível à violência, mais confortável com a violência, e mais propenso a cometer atos agressivos, uma vez que o componente emocional associado à agressão, que normalmente age como freio, foi reduzido", indicou.

Uma vez que o estudo recrutou apenas garotos, não é possível afirmar o que ocorre com meninas excessivamente expostas a imagens de violência.

A pesquisa foi publicada na versão online da revista britânica Social Cognitive and Affective Neuroscience.


Nota: "Os teus olhos são a luz do teu corpo. Se eles forem bons, todo o teu corpo
terá luz; mas se eles forem maus, todo o teu corpo será tenebroso. Se, pois, a
luz que há em ti são trevas, quão grande não serão essas mesmas trevas!"
(Mateus, 6:22-23.)".
Creio que não preciso fazer comentário maior. CJK

Assistir filmes violentos coloca cérebro em modo de sobrevivência

Pesquisadores descobriram que o estresse sentido ao assistir filmes de violência altera conexões cerebrais
Cenas violentas provocam uma redistribuição estratégica de recursos para áreas cerebrais ligadas a funções relacionadas a sobrevivência. O cinema também pode mudar a forma como o nosso cérebro funciona.O estresse sentido ao assistir filmes violentos, por exempo, muda funções cerebrais afirma grupo de pesquisadores, liderado por Erno Hermans, da Universidade de Universidade Nijmegen Radboud, na Holanda.
Em trabalho publicado nesta quinta-feira (24) no periódico científico Science pesquisadores demostraram que cenas violentas alteram as conexões entre diferentes regiões do cérebro. Eles fizeram um experimento no qual mostravam dois tipos de cenas de filmes (violentos e não violentos) a várias pessoas e analisaram as respostas do cérebro às imagens utilizando uma tecnologia de chamada ressonância magnética funcional que permite enxergar quais áreas do cérebro estão sendo ativadas em um determinado momento.

Fonte:

Nota: A ciência mais uma vez confirma aquilo que o Manual da Vida já aconselha há milênios: "Não colocarei coisa má diante dos meus olhos" (Salmo 103:5). CJK

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Restos de guerra de 2 mil anos são descobertos em Jerusalém

Arqueólogos afirmam ter descoberto artefatos de uma guerra que ocorreu em Jerusalém por volta de 70 d.C., quando os romanos dominavam a região. Os cientistas apresentaram nesta segunda-feira uma espada de um legionário romano e uma bainha encontradas em um túnel. As informações são da agência AP.
A revolta contra Roma teria levado à destruição do Segundo Templo de Jerusalém e boa parte da cidade. Contos indicam que os judeus rebeldes fugiram para túneis em uma tentativa fracassada de fugir dos soldados.
Eli Shukron, da Autoridade de Antiguidades de Israel, afirma que foram descobertas ainda lamparinas, potes e uma chave de bronze. Ele acredita que boa parte dos itens foi deixada pelos rebeldes.
Veja mais fotos:




Fonte:
Nota: Depois de 40 anos destes versos serem proferidos por Jesus:
"E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse: Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que não se deixará pedra sobre pedra, que não seja derrubada. Lucas 21:5-6".
Jerusalém foi destruída pelo exército romano bem como o templo foi também destruído. (CJK)

domingo, 3 de julho de 2011

Festas Juninas: Rituais Pagãos

Milênios antes do cristianismo, nossos ancestrais já reconheciam que a natureza possui ritmos e ciclos inevitáveis de nascimento e morte. Os primeiros pensadores, ao se preocupar em tentar compreender o mundo, sentiam que existia uma sabedoria cósmica, anterior à própria existência dos homens e que era totalmente independente das decisões tomadas pela humanidade.

Em total desencontro de ideários, as festas juninas dedicadas a São João, são festas pagãs e não cristas, uma vez que celebram os ciclos existenciais dirigidos por uma ordem universal, anteriores ao cristianismo.
Os velhos homens sábios recomendavam que nós devêssemos procurar a integração com a ordem universal do cosmos. Precisaríamos aceitar a organização cósmica (o logos), reverenciando-a carinhosamente.
Há dois momentos no calendário solar em que os ritmos universais são marcantes: os solstícios de verão e de inverno. Desde tempos imemoriais, os homens festejam essas datas com monumentos impressionantes (como o de Stonehenge) ou com festas deliciosas e sensuais.
Festas de solstício
No hemisfério norte, na época em que o cristianismo se consolidava, o solstício de inverno ocorria em 25 de dezembro e o solstício de verão acontecia em 24 de junho. O dia 25 de dezembro, contradizendo o pleno frio e o fato de que se vive a noite mais longa do ano, marca o renascimento: a partir daquela data, o Sol - vagarosa e inexoravelmente - ampliaria o seu percurso diário, vencendo as trevas. O dia 24 de junho, que era o dia mais longo do ano, expressa o auge do convívio, da fertilidade e da alegria; é o momento de se alimentar com guloseimas e de se purificar saltando sobre uma fogueira em que se atiram substâncias com efeitos sobrenaturais. As festas de solstício, consagradas pela sabedoria pagã e pela filosofia grega, marcam a comunhão com a ordem universal, externa ao domínio humano. Os gregos festejavam os solstícios com bebedeiras homéricas e orgias dionisíacas.
São João (que é festejado no Brasil com fogueiras, quadrilhas, comida, bebida, danças, jogos e adivinhações) provavelmente rejeitaria o estilo dos festejos criados para homenageá-lo. As festas juninas (que têm no dia de São João o seu ponto alto) são dionisíacas, celebrando o mistério da renovação da natureza. Em dia de São João, os convivas não se preocupam com os dogmas do catolicismo, mas em reverenciar os ciclos existenciais dirigidos por uma ordem universal, anteriores ao cristianismo e à própria existência da espécie humana.
São João e o logos
São João era primo de Jesus e morreu degolado na Palestina. Em seu apostolado, decretou que o logos encarnou em um Homem-Deus, que se fez crucificar e ressuscitar para salvar a humanidade. Para São João, a imortalidade não é algo anônimo e universal: só podem ascender ao paraíso aqueles que fazem a opção, individual e consciente, que assumem certos comportamentos e que obedecem a determinadas prescrições. O logos, no evangelho segundo São João, deixou de ser usufruído de maneira universal e inexorável; nem todos irão se salvar, permanecendo integrados ao cosmos, à vida eterna. São João construiu barreiras, distanciando do paraíso aqueles que não seguem as prescrições do Verbo que se fez carne.
Cristianismo e paganismo
Foto: Janne Karaste
Foto: MIKAEL HÄGGSTRÖM
Rituais como beber, comer, pular fogueiras, dançar quadrilhas, são herdados pela sabedoria pagã e pela Filosofia grega. Ainda que haja as procissões e algumas manifestações cristãs, os rituais dionisíacos, típicos da cultura pagã, predominam no imaginário social
Por que o cristianismo (que se afasta tanto da ideologia pagã) se apropriou das datas reverenciais mais importantes do paganismo? Há dois motivos que, no decorrer da Idade Média, tornaram-se evidentes: facilitar a catequese dos pagãos e esvaziar ideologicamente suas comemorações. Assim se construiu a tríade maior das festas da cristandade: a Páscoa, que ocorre no primeiro domingo de Lua cheia após o equinócio de primavera; o nascimento de Jesus de Nazaré, convencionado para o solstício de inverno, 25 de dezembro; São João, coroando as festas juninas, em 24 de junho.
No que concerne à Páscoa, a Igreja atingiu seus objetivos: os sensuais rituais celtas e germânicos do equinócio foram substituídos pelo jejum, penitência, retiro e contemplação religiosa da quaresma. Mesmo que se afirme que as penitências tenham encolhido nos tempos atuais e que pouco resta além da atitude de abstinência em relação à carne vermelha (na Sexta Feira da Paixão), o espírito da quaresma norteia, ainda hoje, o comportamento de centenas de milhões de pessoas.
O Natal está escapando ao domínio ideológico da Igreja: os atos de consumismo, os presentes caros, as mesas fartas obscurecem, em muitos lares, o mistério do nascimento de Deus-homem. Até a ideia de confraternização migrou para a semana seguinte, em que se comemora o início do ano, de acordo com o calendário do Papa Gregório, o grande.
Mas não há como negar que a força dos rituais de alimentação, o arrasta-pé sensual, o "quentão", a vontade de adivinhar quem vai casar e o calor da fogueira indicam que, na batalha ideológica das festas de junho, a vitória é do sensualismo pagão. Santo Antonio tornou-se o legitimador de conjunções carnais; as procissões foram substituídas por quadrilhas; a roupa de caipira substituiu o traje litúrgico; heróis ibéricos, cavalhadas e os rojões que simbolizam as armas dos cavaleiros medievais ocupam os lugares que eram dos santos, dos martírios e da cruz.
No confronto do solstício do meio do ano, a Igreja perdeu para o paganismo. As festas juninas são rituais pagãos.
NEY VILELA é mestre em Comunicação Midiática e coordenador regional do Instituto Teotônio Vilela.

sábado, 25 de junho de 2011

Pode um cientista também ser cristão?

Foi ele o primeiro a usar o telescópio para estudar o firmamento. Foi ele o primeiro a descobrir as luas de Júpiter, o primeiro a falar das manchas no Sol, o primeiro a reconhecer que a Via Láctea é composta de miríades de estrelas e a sugerir que a Lua é montanhosa. Foi ele também um dos primeiros a dizer que Ptolomeu estava enganado e que Copérnico tinha razão. A Terra girava em volta do Sol, e não o contrário.

Estas declarações fizeram com que Galileu Galilei (1564-1642), um dos fundadores da ciência experimental moderna, entrasse em conflito com a igreja. Os jesuítas viram em seus ensinos as piores conseqüências para a igreja de Roma. O velho cientista foi julgado e obrigado a retratar-se. Ele o fez, mas dizem que ele murmurou: "Mas a Terra se move." Mais de 350 anos mais tarde, em 1992, o papa João Paulo II afirmou que erros foram cometidos na condenação de Galileu.

O caso de Galileu é talvez a maior ilustração da tensão entre a ciência e a religião. Houve outros casos desde então, mas onde quer que se discuta ciência e cristianismo, guerra e conflito vêm à tona. Andrew Dickson White até publicou A History of the Warfare of Science With Theology in Christendom em 1896.

A ciência numa cultura cristã

Embora tensão caracterize a relação entre o cristianismo e a religião, ela é por vezes exagerada. Com efeito, como alguns historiadores da ciência têm argüido, a ciência moderna só poderia desenvolver-se numa cultura cristã.1 Os cristãos crêem num Deus pessoal, que é independente de Sua criação. Para o animismo ou o panteísmo, contudo, a natureza é deus -- não inteiramente pessoal, mas mais do que a matéria inanimada governada por leis abstratas. Examinar seus segredos seria uma tarefa arriscada.

Os cristãos crêem num Deus todo-poderoso que criou ex nihilo e que controla a natureza. Deus tinha a liberdade de criar do modo que quisesse, e como Seus caminhos não são os nossos, nossa lógica provavelmente seja insuficiente para compreender a natureza. Precisamos observar e experimentar para descobrir como Deus criou. O poder de Deus sobre a criação é partilhado com a humanidade (Gênesis 1:28); assim espera-se que estudemos a natureza. Em contraste, outras tradições têm uma concepção imprecisa e irracional do mundo. Por exemplo, no sistema grego, a atividade criadora de Deus era limitada àquilo que o homem podia deduzir de princípios gerais; não havia necessidade de experimentar.

Os cristãos criam num Deus bom. Sua criação é boa e digna de estudo. Conseqüentemente, a ciência devia ser usada para benefício da humanidade, aliviando a labuta e o tédio, e minorando a enfermidade por várias descobertas. O tempo é linear e a vida pode ser melhorada. Isto está em contraste com outros sistemas que encaram o mundo como imperfeito e indigno de estudo acurado. Trabalho manual, mesmo o necessário para a descoberta científica, não era digno de respeito. O tempo era cíclico e a vida uma ronda rotineira.

Os cristãos crêem num Deus racional cuja criação é predizível, governada por leis. O homem foi criado como um ser racional e pode descobrir essas leis. A natureza arbitrária dos deuses de outras religiões faria com que o estudo da relação de causas e efeitos naturais parecesse fútil.

Dentro deste contexto de uma filosofia cristã que promove o estudo da criação divina, não há necessidade de conflito entre empreendimentos cristãos genuínos e pesquisa científica. Consideremos alguns dos grandes cientistas do passado e do presente, que também eram cristãos devotos.

Isaac Newton

Isaac Newton (1642-1727) é o exemplo de um cientista preeminente, que era também um crente devoto.2 Ele desenvolveu teorias sobre a natureza da luz e da gravitação universal, e teve parte na invenção do cálculo. Uma evidência interessante da experiência religiosa de Newton é a lista de 50 pecados do passado que ele preparou em 1662, tais como: ameaçando de queimar a casa dos Smith, esmurrando a irmã; xingando Dorothy Rose; tendo palavras e pensamentos impuros, trabalhando domingo à noite, tomando banho no domingo, não se achegando a Deus, não temendo a Deus de modo a não ofendê-Lo.

Segundo John Locke, Newton tinha poucos rivais no conhecimento das Escrituras. Newton organizava esse conhecimento metodicamente e estabeleceu regras definidas para a interpretação da Bíblia. Newton cria ser parte de um remanescente escolhido por Deus para restaurar a interpretação da Bíblia. Escreveu livros sobre as profecias e a cronologia da Bíblia. Cria que esses textos antigos forneciam informação científica, incluindo a descrição de uma criação recente e de destruições catastróficas. Desconhecia-se até este século que Newton mantinha crenças arianas que o levaram a considerar a adoração de Cristo como idolatria. Por causa de suas idéias não ortodoxas ele recusou ser membro de uma ordem religiosa em Cambridge e arriscou perder seu professorado.

O tratado Principia foi a síntese newtoniana de uma nova visão científica do mundo. Em seu comentário à edição de 1713, ele afirma que seu propósito foi estabelecer a existência de Deus, combater o ateísmo e desafiar uma explicação mecânica da operação do Universo. Quando Richard Bentley deu a primeira da série de palestras instituídas por Robert Boyle para a defesa da religião, ele se apoiou na obra de Newton. Newton cria que o Universo exigia um Criador inteligente, e que ele é governado por leis naturais instituídas por Deus e preservadas por atos sobrenaturais da providência especial.

Michael Faraday

O exemplo de Michael Faraday (1791-1867) refuta de modo efetivo a opinião de que cientistas são avessos à religião revelada.3 Faraday foi um cientista da vanguarda de sua geração. Ele inventou o motor e o transformador elétricos, descobriu a indução eletromagnética, chamou atenção ao campo que envolve um magneto, propôs as ondas eletromagnéticas, e é agora honrado por ter a unidade de capacitância levando seu nome -- o farad. Era também um cristão devoto. Segundo declaração feita à Condessa da Lovelace, ele pertencia a uma seita muito pequena e desprezada de cristãos conhecidos, se é que eram conhecidos, como "sandemanianos". Pertencer a esta seita era para ele mais importante do que sua carreira científica.

Os sandemanianos aceitavam a Bíblia como base de toda conduta e da organização eclesiástica. Os sandemanianos enfatizavam sobriedade e moderação nos divertimentos mundanos. Admissão ao grupo requeria confissão diante da congregação de fé na graça salvadora de Deus e o compromisso de viver na imitação de Jesus Cristo. Faraday fez tudo isto e servia como ancião na igreja.

Tanto em sua ciência como em sua religião, Faraday receava "confusão" de qualquer espécie e sentia a necessidade de organizar seu ambiente. Era cauteloso na interpretação de fatos experimentais. As "exortações" consistiam de passagens bíblicas bem escolhidas com o mínimo de comentário, do mesmo modo que Faraday em suas monografias científicas limitava-se à descrição de fatos experimentais a um mínimo de interpretação especulativa. Seu cristianismo permeava todos os aspectos de sua vida -- espiritual, social, política e profissional.

Outros exemplos do passado

Muitos outros cientistas eram cristãos devotos. Johannes Kepler (1571-1630), astrônomo e matemático alemão, dizia que a doutrina da Trindade lhe sugeriu o sistema heliocêntrico triplo do Sol, estrelas fixas e o espaço entre eles.4 Blaise Pascal (1623-1662), um brilhante matemático francês a quem nosso computador muito deve, tornou-se um cristão devoto em 1654 e sempre levava consigo uma descrição daquela experiência. Escreveu numerosos pensamentos devocionais em seu Pensées, tais como: "Deus deseja mover a vontade e não a mente. Clareza perfeita ajudaria a mente mas prejudicaria a vontade."5

Robert Boyle (1627-1691), o pai da química moderna, era bem conhecido por sua piedade e seus escrúpulos religiosos. Isto o impedia de prestar o juramento exigido do presidente da Sociedade Real Britânica. Em seu testamento deixou uma doação para uma série anual de palestras para combater o ateísmo.6 Nicolaus Steno (1638-1686), geólogo e anatomista dinamarquês, desenvolveu princípios para descrever rochas sedimentárias que estão ainda em uso em geologia. Mais tarde foi ordenado sacerdote católico, e finalmente morreu de pobreza e jejum.7 O naturalista sueco Carolus Linnaeus (1707-1778), fundador da biologia sistemática moderna e originador da nomenclatura binária, invocou a linguagem de Gênesis 1 em sua definição de espécie.8

Lord Kelvin [William Thomson] (1824-1907) cria que a dissipação de energia útil é uma característica universal descrita no Salmo 102:26: "todos eles envelhecerão como um vestido". Este conceito teológico o ajudou a desenvolver a segunda lei da termodinâmica. Kelvin também cria que vida só procede de vida e que é um mistério e um milagre.9

James Clerk Maxwell (1831-1879) resumiu toda eletricidade, magnetismo e ótica em umas poucas equações que ainda formam a base da teoria eletromagnética. De igual modo, suas crenças religiosas foram concebidas em termos abstratos depois de uma profunda experiência de fé em 1853 que o levou a se desligar da igreja oficial. Maxwell tinha certeza de que a base da religião não jaz em argumentação racional. Ele francamente reconhecia que a ciência nunca devia ser considerada um guia à verdade religiosa: "A mudança de hipóteses científicas é naturalmente muito mais rápida do que a de interpretações bíblicas."10

Louis Pasteur (1822-1895), da França, ajudou a lançar o alicerce da teoria de que germes causam doenças e da vacinação preventiva. Ele é bem conhecido pela técnica de pasteurização que leva seu nome. Seus experimentos ajudaram a refutar a idéia de que vida pudesse vir do não-vivo. Cria que havia dois domínios distintos nos seres humanos: um, ciência, e o outro, sentimento e crença, e "ai daqueles que permitem que um interfira com o outro neste estado imperfeito do conhecimento humano". Pasteur poderia ter-se entregue ao que se chama "o encantamento da ciência," mas ele curvava-se diante de um Poder maior. "O Positivismo", dizia ele, "não leva em consideração a mais importante das noções positivas, a do Infinito."11

Cientistas modernos

Embora nem sempre se saiba, muitos dos cientistas contemporâneos são também crentes. Werner von Braun, alemão, o engenheiro de foguetes, foi diretor do Centro Marshall de Vôo Espacial na década de 60. No prefácio de um livro ele diz: "Acho tão difícil compreender um cientista que não reconhece a presença de uma razão superior atrás da existência do Universo como compreender um teólogo que nega os avanços da ciência. E certamente não há razão científica pela qual Deus não pode reter a mesma relevância em nosso mundo moderno que Ele tinha antes de começarmos a perscrutar sua criação com telescópio, ciclotron e veículos espaciais."12

James Irwin formou a fundação evangélica High Flight um ano depois de ter andado na Lua. Mais tarde liderou uma expedição ao Monte Ararate. Se tivesse podido dialogar com Deus na Lua, ele teria perguntado: "Senhor, é correto virmos visitar este lugar?" Ele pensa que Deus teria respondido: "É correto desde que vocês dêem a Mim a honra".13

Walter Bradley é um pesquisador graduado de engenharia mecânica na Universidade A&M do Texas, que tem recebido vários milhões de dólares do governo para pesquisas. Durante os últimos oito anos ele tem feito inúmeras palestras sobre a existência de Deus nas principais universidades norte-americanas.14

Henry Schaefer, químico na Universidade da Geórgia, já foi nomeado cinco vezes para o prêmio Nobel e foi mencionado recentemente como o terceiro químico mais citado no mundo. A revista U.S. News & World Report (23-12-1991) cita-o dizendo: "O significado e a alegria em minha ciência vêm naqueles raros momentos em que descubro algo de novo e digo a mim mesmo: 'Pois é assim que Deus o fez.' Meu alvo é compreender um pequeno ângulo do plano de Deus."

Num livro recente, 60 cientistas de renome, incluindo 24 que receberam o prêmio Nobel, responderam a perguntas sobre ciência e Deus. Um deles é Arthur Schawlow, professor de física na Universidade de Stanford, e detentor do prêmio Nobel em 1981. Ele diz: "Parece-me que quando confrontado com as maravilhas da vida e do Universo, a gente precisa perguntar por que e não apenas como. As únicas respostas possíveis são religiosas.... Acho necessidade de Deus no Universo e em minha própria vida."15

Há muito tempo o salmista registrou esta jóia de inspiração: "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos" (Salmo 19:1). A natureza nos convida a reconhecer seu Criador e a sondar seus mistérios. Dentro do contexto deste convite, não precisa haver conflito entre o cristianismo bíblico e a ciência, entre a fé e a razão. Um cientista pode, com efeito, ser um cristão.

Benjamin L. Clausen (Ph.D., Universidade do Colorado, Boulder) trabalha com o Geoscience Research Institute da Califórnia. Ele fez pesquisas em física nuclear no Laboratório Nacional de Los Alamos e no Instituto de Tecnologia de Massachussets, bem como em aceleradores em Amsterdam e em Dubna, Rússia. Seu endereço: Geoscience Research Institute; Loma Linda University; Loma Linda, CA 92350; E.U.A. E-mail: ben@orion.lasierra.edu

Notas e Referências

1. Nancy R. Pearcey and Charles B. Thaxton, The Soul of Science: Christian Faith and Natural Philosophy (Wheaton, Ill.: Crossway Books, 1994), pp. 21-37; and references therein.

2. Richard S. Westfall, The Life of Isaac Newton (Cambridge, 1993); see also Edward Harrison, "Newton and the Infinite Universe," Physics Today 39 (February 1986), pp. 24-32.

3. See Geoffrey N. Cantor, Michael Faraday: Sandemanian and Scientist: A Study of Science and Religion in the Nineteenth Century (New York: St. Martin's Press, 1991).

4. Arthur Koestler, The Act of Creation (New York: Macmillan, 1964), p. 125.

5. Blaise Pascal, Pensées. Translated with an introduction by A. J. Krailsheimer (London: Penguin, 1966), pp. 101, 309.

6. David Knight, "Corpuscular science," Nature 368 (March 17, 1994), p. 200; Harrison, 1986, p. 24.

7. Claude C. Albritton, Jr., The Abyss of Time: Changing Conceptions of the Earth's Antiquity after the Sixteenth Century (San Francisco: Freeman, Cooper & Co., 1980), pp. 20-40.

8. Pearcey and Thaxton, p. 254.

9. Crosbie W. Smith and M. Norton Wise, Energy and Empire: A Biographical Study of Lord Kelvin (Cambridge: Cambridge University Press, 1989), pp. 331, 535, 634.

10. Paul Theerman, "James Clerk Maxwell and Religion," American Journal of Physics 54 (April 1986), pp. 312, 316.

11. René Vallery-Radot, The Life of Pasteur, translated from the French by Mrs. R. L. Devonshire (New York: Doubleday, Page & Co., 1923), pp. 244, 342; Jack Meadows, The Great Scientists (Oxford: Oxford University Press, 1987), pp. 175, 176.

12. Richard H. Utt, ed., Creation: Nature's Designs and Designer (Mountain View, Calif.: Pacific Press, 1971), p. 6.

13. Tom McIver, "Ancient Tales and Space-Age Myths of Creationist Evangelism," The Skeptical Inquirer 10 (Spring 1986), pp. 263, 271; Betty Kossick, "The Moonwalker," Adventist Review 169 (January 30, 1992), p. 9.

14. Walter Bradley, "Scientific Evidence for the Existence of God," The Real Issue 13 (September/October 1994), p. 3; produced by the faculty ministry of Campus Crusade for Christ, Internet: CLM@CLM.ORG

15. Henry Margenau and Roy Abraham Varghese, eds., Cosmos, Bios, Theos: Scientists Reflect on Science, God, and the Origins of the Universe, Life, and Homo Sapiens (La Salle, Ill.: Open Court Pub. Co., 1992), p. 105.

(Fonte: Diálogo Universitário)

sábado, 4 de junho de 2011

Réplica da Arca de Noé nas dimensões bíblicas

Johan Huibers, milionário holandês, constrói uma réplica da Arca de Noé nas mesmas dimensões mencionadas na Bíblia.
Confira o vídeo:


video

sábado, 16 de abril de 2011

NOVELEIROS OBJETO



NOVELEIROS OBJETO
Gostaria de compartilhar algo que tem me chamado a atenção no que diz respeito à influência da mídia. Trabalho no departamento de marketing de uma indústria têxtil, que é top of mind no mercado brasileiro, e por isso sempre recebe material de diversas empresas, para fins de publicidade, etc.Recebi um tempo atrás e resolvi compartilhar agora, um catálogo publicitário enviado pelo departamento comercial da Rede Globo, tendo na capa escrito “Passione”. Abri-o e era todo um catálogo, propaganda muito bem elaborada, sobre a novela III (assim a área comercial da Globo chama, a novela das 9) “Passione”, relatando uma oportunidade para merchandising nesta novela.
Merchandising é uma técnica publicitária utilizada para veicular serviços e produtos de maneira indireta, através de inserções (geralmente despercebidas) em programas, novelas e filmes.
As agências de publicidade tem o conhecimento desse tipo de manipulação em massa, das novelas ditarem modas, costumes e comportamentos, e assim utilizam o merchandising como ótima ferramenta para os telespectadores assimilarem a propaganda, chegando ao cúmulo de situações e personagens de novelas que tem sido criados tão somente para inserção da propaganda.
Uma das grandes características das novelas frente ao público que as assiste, é a rápida identificação deste com um personagem da novela e quando o algum produto que este mesmo personagem consome, integrando seu perfil, de um modo despercebido manipula o espectador, que passa a gostar da marca ou produto.
Para comprovar como é forte esta ferramenta de propaganda que manipula os “noveleiros objeto”, me senti compelido a compartilhar do material que mencionei anteriormente, de algumas páginas do catálogo de propaganda para Merchandising, da novela “Passione”, da Rede Globo, que para ela, é um grande negócio.











Como podem ver na imagem acima, foi descrito todo um contexto de personagens e situações a serem vivenciadas por estes, sendo propícias inserções de propaganda de acordo com o perfil de marcas/produtos, onde o Dpto. Comercial da Rede Globo dá essas dicas comerciais.
Numa outra página do catálogo, são postas as informações sobre a audiência da Novela III da Globo, que tem uma participação de 63% dos lares com TVs ligadas neste horário. A fonte é do IBOPE (certamente, uma pesquisa encomendada), para ver a seriedade com que tal negócio é tratado.
Por fim, em outra página do catálogo de propaganda para Merchandising da novela “Passione”, há todo um perfil dos telespectadores da Novela III da Globo:
Por idade:

04 a 11 anos – 10%
12 a 17 anos – 8%
18 a 24 anos – 10%
25 a 49 anos – 41%
50+ anos – 31%

Por classe social:

AB – 32%
C – 50%
DE – 18%

Ainda, a maioria dos telespectadores da novela III da Globo são mulheres e os homens representam quase um terço do público do programa (Fonte, IBOPE).
O meu intuito de mostrar tal material, escrever tal artigo, é chamar a atenção de que novela não é meramente um “entretenimento”. Muitos dizem, dão certa desculpa para assistirem tais programas porque “retratam a realidade”, quando na verdade as novelas influenciam paulatinamente novas realidades, modismos, consumos e comportamentos. Elas formam é sim uma nova realidade, nem sempre positiva.
Se o merchandising das novelas é tão levado a sério como negócio pela emissora, para a se vender espaço onde marcas e produtos ali expostos, ferem sua liberdade de escolha, ficando seriamente comprometida, quem sabe nula, o que se dirá então dos comportamentos ali ditados que transformam e manipulam toda uma sociedade e seus hábitos.

Não se engane, nada é por acaso, cada cena, tomada de câmera, frase, personagem, tudo tem um porquê e o telespectador, o “noveleiro”, é o alvo a ser atingido, manipulado.

Por fim, existe um “check list”, onde cada um de nós pode fazer este teste, quem sabe “marcar com um X” em cada item, se cada programa que assistimos preenche todos os requisitos, que um certo Paulo, da cidade de Tarso, escreveu há 2 milênios, do que deveria ocupar sempre nossos pensamentos.:
□ É verdadeiro?

□ É nobre?
□ É justo?
□ É puro?
□ É amável?
□ É de boa fama?
□ É virtuoso e louvável?
(fonte: Filipenses 4:8)